SPTV (Globo): Nova Feira da Madrugada exige que camelô se regularize, diz secretário

O secretário municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo de São Paulo, Artur Henrique, disse que a administração municipal vai emitir uma lista com os 4 mil comerciantes que deverão ser mantidos na Feira da Madrugada. O processo de regularização dos comerciantes não está concluído, mas a lista é atualizada diariamente. “Quem quiser ficar, vai ter que se regularizar para entrar nessa nova fase”, disse o secretário. De acordo com ele, quem estiver em dia com a Prefeitura terá preferência na ocupação do novo espaço.

TExto na integra no portal G1: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/10/nova-feira-da-madrugada-exige-que-camelo-se-regularize-diz-secretario.html

Atualmente, a feira abriga aproximadamente 2,5 mil boxes com Termo de Permissão de Uso (TPU), de acordo com a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras.

O ex-camelô Elias Tergilene, de 43 anos, venceu a licitação para cuidar, pelos próximos 35 anos, da Feira da Madrugada. A Prefeitura estipula a obrigação de manter o local com características de shopping popular.

Para ter o direito de explorar a área, o consórcio liderado por Tergilene terá de pagar R$ 50 milhões para a Prefeitura e investir R$ 500 milhões em infraestrutura, estacionamento e hotelaria. O empresário mineiro, porém, diz acreditar que o investimento vá movimentar R$ 1,5 bilhão nas próximas três décadas e meia.

O secretário Artur Henrique quer garantir aos representantes dos comerciantes assento em um comitê gestor do centro de compras que inclui o novo concessionário, a Prefeitura e a União, dona do terreno cedido à Prefeitura. Ele acredita em um novo momento para a Feira da Madrugada.

“Tem que cair a ficha dos comerciantes de que fazemos uma virada de página. A Feira da Madrugada vai se transformar em um grande centro de compras. Acho que estamos entrando em uma nova fase. Temos tudo para ser um processo histórico, simbólico”, afirmou.

O secretário afirma que “muitos interesses não queriam que a licitação acontecesse” e que a transformação do espaço exigiu muita negociação com os comerciantes, além de amplo diálogo com o Tribunal de Contas do Município (TCM).